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quinta-feira, dezembro 2, 2021

Diário de Quarta – Minha História Cap. 2

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Continuação…

Bom, na última quarta que escrevi, descrevi um pouco da minha história, que eu resolvi começar contando pela história de minha mãe. E contei até a parte em que ela sai do Rio de Janeiro em direção a Brasília. Foi meio que no estilo João de Santo Cristo, da música Faroeste Caboclo do Legião Urbana. Antes de continuar contando preciso compartilhar uma novidade. Arrumei um emprego! E a semana passou a ser muito corrida, por isso o Diário de quarta passará a ser Diário de Sábado, pois dessa forma eu consigo ter tempo para escrever e não deixar vocês na mão. Beleza??? Então vamos a CONTINUAÇÃO da louca história da minha vida.

Brasil,1988.

O ano era 1988, ano bissexto do século XX que começou numa sexta-feira, segundo o calendário gregoriano. As suas letras dominicais foram CB. A terça-feira de Carnaval ocorreu a 16 de fevereiro e o domingo de Páscoa a 3 de abril. Segundo o horóscopo chinês, foi o ano do Dragão, começando a 17 de fevereiro. Em 5 de Abril a Promulgação da Constituição Brasileira de 1988. Em 30 de Outubro Ayrton Senna torna-se campeão mundial de fórmula 1 pela primeira vez. E todos esses acontecimentos contribuiram de forma igual com absolutamente nada relacionado a esta história, mas achei legal mencionar.

Brasília 1988 – A história de minha mãe continua…

Sim a história continua. Eu não sei bem em que mê do ano ela chegou a Brasília, mas isso não faz tanta diferença. Minha mãe saiu fugida do Rio de Janeiro em meio a madrugada, sem dinheiro, sem persctivas, sem esperança, humilhada, com medo e certamenta sem ter muito o que vestir ou comer, tudo isso aos 16 anos de idade.

Agora escrevendo tudo isto, fico imaginando como deve ter sido a viagem de 17 horas de ônibus rumo ao desconhecido, eu certamente estaria muito triste. Mas eu sei pouco sobre os sentimentos e detalhes da verdadeira história. Só sei o que me contaram, e cada pessoa que contou, contou a partir da sua perspectiva e minha mãe pouco quis falar sobre isso durante a vida, então vou falar sobre o pouco que eu sei e apenas imaginar como a minha mãe deve ter se sentido.

Chegando em Brasília, minha mãe foi morar na casa da minha tia Selma, que é irmã da minha avó. Parece que ela chegou a morar um tempo com a minha outra tia avó Déa, mas foi por pouco tempo. Até onde eu sei, parece que ela foi muito bem recebida e logo se enturmou com todos os primos e familiares que conheceu, até por que, minha mãe sempre foi muito extrovertida, pessoa de riso fácil, não deve ter sido muito difícil de se entrosar com todos a sua volta.

Bom, e se tem uma coisa que nós da família CRUZ/ALVES somos, é: FELIZES! Um pouco nervosos, sinceros demais, intensos demais, mas somos bem legais e receptivos. Estamos sempre rindo e poucas coisas são capazes de nos tirar essa alegria. Então, estar com a minha família é sempre uma experiência muito boa para qualquer pessoa, ainda mais para um dos nossos, então acho que minha mãe conseguiu ser um pouco feliz em meio a esse caos todo.

A Vida em Brasília

A Vida em Brasília hoje, em 2021, é excelente, mas não foi sempre assim. Em 1988, praticamente todas as cidades satélites que existem hoje eram cidades praticamente desertas e iníciando a sua história de existencia. Então emprego nesta época não era algo tão fácil. Mas em compensação a população não era muito grande. Contudo, minha mãe fez o esforço dela para conhecer o máximo de lugares e pessoas possíveis. Se juntou a sua prima Lea e seu primo André e juntos viveram o que podiam e conseguiam.

E foi em uma dessas aventuras que ela conheceu o meu pai. O Sr. Sidney ou Sydnei, pode ser Sidnei também, não sei, de fato não sei. Nunca soube muito sobre a história dos dois e minha mãe nunca fez questão de contar em detalhes. E é um pouco difícil de conversar sobre essas coisas do passado. Mas o fato é que em alguma dessas aventuras os dois se conheceram, em algum desses lugares de Brasília se beijaram a primeira vez, e de alguma forma se apaixonaram um pelo outro.

Minha mãe então começou um relacionamento com o Sidney, ou as outras opções de nomes, resumindo: meu pai. E como sempre intensa, em pouco tempo decidiram que iriam morar juntos, e assim aconteceu.

Inspirando Renato Russo.

Renato Russo, para quem não sabe, fez muito sucesso escrevendo músicas que eram verdadeiros depoimentos de histórias pessoais de seus amigos mais próximos. Infelismente minha mãe não foi uma dessas pessoas, mas certamente alguma outra pessoa com a mesma história inspirou, por que a vida da minha mãe é uma verdadeira musicografia.

E a música da vida continuou tocando e em pouco tempo minha mãe engravidou de mim. Aos 17 anos de idade, grávida, morando com alguém que ela acabou de conhecer, em um lugar distante de onde nasceu, longe de seus pais, vivendo uma verdadeira aventura. Conhece algum filme romântico americano assim? Hahaha…

Mas a história não se parece nem um pouco com os filmes românticos produzidos pelos EUA, se parece mais com Faroeste Cabloco.

E no próximo Sábado o filme, a música, a história de minha vida continua…

Fique comigo. Eu te espero aqui!

E fique ligado que durante a semana eu volto com mais assuntos legais.

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