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quinta-feira, dezembro 2, 2021

Diário de Quarta – Minha história Cap.1

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Minha história.

No Diário de Quarta, que por acaso é hoje, vou me apresentar e contar um pouco da minha história de vida. Vocês terão a oportunidade de me conhecer e saber o que penso e como tem sido os meus dias. Irei compartilhar com vocês minha intimidade, como se o fisesse a um diário. Essa será uma coluna semanal, todas as quartas, porém escreverei também, quase que diariamente sobre outros temas aqui no IDAS.

Quem Sou?

Muito prazer, meu nome é Filipe Cruz da Silva, Carioca, nascido no bairro de Marechal Hermes, zona norte do Rio de Janeiro, em 13 de Junho de 1989. Portador do CPF: hahaha… Brincadeira. Por um momento achei que estava preenchendo um formulário. Continuando, sou filho de mãe solteira. Na verdade essa parte é meio complicada, vou deixar para descrever mais abaixo.

Cresci na baixada fluminense no bairro de Jardim Guandu, mais conhecido como Jardim Paraíso, bairro que pertence ao município de Nova Iguaçu. Essa divisão de bairro e município pode parecer um pouco confusa dependendo de que parte do país ou do mundo você é, portando considere somente que sou de Nova Iguaçu. Fui criado por meus avós, em uma casa simples, em um lugar simples, que mais parece com um interiorzão do Brasil, com a diferença de ser no Rio de Janeiro e não ter forte a cultura das partes interioranas brasileiras.

Antes de continuar com a minha história, preciso contar o que veio antes. E aqui começo a notar que só a minha história pode durar muitas quartas. Será que falo demais?

Antes de mim.

Só consigo contar minha história contando a história de minha mãe, pelo menos as partes que eu acho que conheço da história dela. Então vamos lá. Minha mãe, também carioca, morava com os meus avós e seus quatro irmãos em um apartamento em Senador Camará, próximo ao bairro Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro.

Ruiva, branca até dizer chega (Essa descrição vai se tornar relevante ao longo da história) e de uma beleza que chamava atenção. O problema é que ela era a única tão branca da família e possívelmente a única ruiva do bairro, quiçá de Bangu, quiçá do Rio de Janeiro inteiro, quiçá… hahaha. Brincadeira! Só a única da casa, da família e do bairro. Isso de certa forma fez com que ela tivesse muita atenção sempre, mas também muitos olhares maldosos, comentários desagradáveis, e diversas tretas na escola.

Ela aprendeu a se defender, criou seus escudos, e talvez tenha se visto muito sozinha sempre, isso pode ter feito ela se tornar um pouco egoísta.

Minha mãe cresceu e desde sempre se mostrou uma pessoa desinibida, corajosa, aventureira e alguém que não abaixava a cabeça para ninguém, e como é de se imaginar isso logo se tornou um problema, pois ela era filha de um pastor da Assembléia de Deus, consegue imaginar? Isso na década de 80, onde era pecado até respirar com força, se fizesse isso o pai já olhava e falava: “Que isso menina? Tá com o demoin no coro? Tá repreendido hein!!! Meus avós não eram tão rígidos, mas eram pessoas que viviam e criam em tudo o que o meio em que eles estavam inseridos acreditavam. E por que isso se tornou um problema?

Adolescência

Lembra que eu disse que ela era ruiva, chamava muita atenção e era desinibida, corajosa e divertida, pois bem, começou a chover de homens atrás dela, e segundo relatos, ela não dispensava. Tá certa, só se vive uma vez. O problema é que não pegava bem para uma filha de pastor estar fora da igreja, com unhas pintadas, cabelo cortado, ouvindo músicas do “mundo” e beijando na boca. Acho que até hoje é assim. Misericórdia!

Por ter tais hábitos, ela já não conseguia manter as amizades da igreja e era vista com a desviada dos caminhos do senhor, Aleluia! E é nesse momento as amizades de quem não era da igreja começaram a parecer melhores companhias, com toda razão. O problema é que ela estava no Rio de Janeiro, morando em uma períferia onde muitas amizades não são as melhores de se ter, e por estar onde não deveria estar, na hora errada, ela foi confundida numa situação um tanto quanto constrangedora e confusa, e por isso foi jurada de morte.

Você consegue imaginar isso? Aos 16 anos de idade, ser jurada de morte? Difícil, mas foi assim que aconteceu. E para escapar da morte, meu avô, numa operação quase que impossível, de cinema, colocou ela na mala do carro de um amigo, que a levou para a rodoviária com o dinheiro para comprar uma passagem só de ida para Brasília, capital do país, para que lá ela morasse com a irmã de minha avó e reconstruísse sua vida.

Então ela foi a Brasília e lá foi onde tudo começou, pelo menos pra mim. Mas eu só vou contar na próxima quarta.

Fica ligado que vem muita história quente por aí.

Filipe Cruz.

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